sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Bem resolvidos, todos preparados, em nossa igualdade.

Faço este post para comunicar a todos que eu fui vítima de um assalto com direito a revólver na cara e xingamentos de uma besta que mal deve saber escrever o próprio nome.

Prefere usar a mão para segurar uma arma e não uma caneta
Prefere usar a mão para matar e não ajudar quem precisa
Prefere fazer da própria estupidez o fermento para mais violência
Prefere disseminar o medo a disseminar a esperança.

Achei, sinceramente que iria dar meu último suspiro naquele momento. Senti menos que medo e mais que desespero num instante vazio de qualquer reação. Estive sob a mira de uma arma a poucos centímetros de meu rosto e senti a incômoda sensação da impotência, da insegurança, da fragilidade da vida. Senti saudade dos meus amigos, medo de perdê-los e uma enorme agonia de pensar no que eles sentiriam ao saber que o companheiro fora morto por alguém que não sabe o que é viver.

Ao ouvir aquele elemento com um olhar ensandecido que, óbvio, não lhe pertence, gritando "COMANDO VERMELHO! PASSA A CARTEIRA, DÁ O CELULAR! VOU ATIRAR!" fui tomado por uma sensação que não conhecia: a sensação de não ser nada.

Fala-se para todos da importância de se praticar um esporte, de tocar um instrumento musical, de se fazer amigos, de ajudar, de jogar o lixo no lugar certo etc. e todo esse ensinamento ficou menor diante do fato de que tudo isso pode ser desintegrado na desesperança de um ato covarde, torpe, ignorante que tem como causa principal a grande banalidade em que se transformou a nossa vida.

Governantes não governam, polícia não policia, escola não ensina, leis não se aplicam... tudo isso sujacente à ditadura dos discursos vazios, da desídia e da pusilanimidade que faz com que o bom seja fortuito, que o bem seja provisório e que o mal faça de nosso caminho uma constante gincana, uma roleta russa...

Os jornais noticiam a bala perdida com um lamentável tom de tragédia. Como se disséssemos "QUE AZAR", ou como se disséssemos "também, quem mandou estar naquele lugar naquela hora?".

O STF estimula a impunidade, o governo dá bolsas para que o povo não trabalhe, o Itamaraty acolhe um criminoso e assassino estrangeiro e lhe dá as garantias que não merece. Dá a ele as garantias que deveriam ser dadas a quem paga seus impostos e reclama por atenção e dignidade.

Um 'fernandinhobeiramar' (assim mesmo, sem maiúsculas, como um substantivo comum) tem direitos e mobiliza uma parcela significativa do efetivo policial/jurídico do país pois tem "direito" de assistir aos depoimentos que serão prestados a seu respeito ao mesmo tempo em que um trabalhador é condenado a férias coletivas ou é levado a assinar um "acordo" que reduz seus proventos em até a metade (ou mais).

Aos bandidos toda a tolerância do politicamente correto... coitados! São vítimas de um mundo perverso (que ridículo!).

Nós só temos a obrigação da labuta. Somos a elite! Fruto proibido de toda esquerda caótica terceiro-mundista. Somos privilegiados... direitos para quê? Temos tudo. Trabalho, carro, família, poupança, plano de saúde, conta em banco... nós nos viramos. Os pobres coitados não... são os excluídos.

Para eles - bandidos, assassinos, terroristas, componentes dos famigerados MS (movimento dos Sem) terra, teto, comida, família etc., toda a piedade e a leniência negligente de quem (des)governa.

Chega! Sou contra as cotas! Sou contra o indulto de Natal! Sou contra as mordomias! Sou contra comprar novos colchões para os presos que os incendeiam! Sou contra a piedade para quem não a possui! Sou contra quem não luta pela ordem, mas apela a ela para não ser punido! Sou contra tolerar o intolerável!

Quero festejar a vida e não viver com o temor de perdê-la. Quero festejar o nascimento da criança que vem de uma família que pode educá-la. Não quero que nasça alguém sob o sofisma de que a vida é sagrada. A vida é sagrada para quem sabe valorizá-la.

Somos sobreviventes.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

...

Ninguém me perguntou nada, então por que to escrevendo, emitindo opinião? Não sei! A única relação que faço é com todos os outros desajustados que firmaram suas idéias em livros, obras de arte, pintura em cavernas, até. É a necessidade completa e egoísta de achar que existe algo de importante nessas simplórias ligações dos fatos que criamos com a nossa visão única das coisas.
Não sou melhor ou pior que ninguém, nem me acho talentoso em nada. Já quis acreditar que tinha algo especial, talvez fosse a última esperança da terra numa batalha estelar, ou o líder da nova geração após o apocalipse dos zumbis, mas descobri que apenas faço parte do grande percentual de pessoas que simplesmente não descobriu um objetivo na vida. Daí o motivo de querer mensurar tão impostamente meus achismos. Preciso me fazer presente, vivo, igual aos outros, os vitoriosos, que estão satisfeitos com seus padrões de vida e viajam uma vez por ano, Será que outros escritores também percebem que somos apenas a rapa do tacho dos caldeirão dos vencedores, ou seja, aquilo que não deu certo, que queimou?
É óbvio que tem um monte de gente superior, meio mutante ou sei lá, que consegue escrever e pensar o que os pobres mortais só sabem pelos jornais, mas não trato deles, apenas dos fracassados, daqueles que desistiram de tentar para evitar novas derrotas. Gente mais parecida comigo.
O pior é que a veia juvenil se foi juntamente com a compreensão da minha colocação na sociedade. Sou um desajustado pois queria fazer as coisas funcionarem, queria melhorar, crescer, agregar, inventar, qualquer coisa que ajudasse ao bem. Sim, queria simplesmente fazer algo para o lado bom da Força, queria fazer parte da legião de heróis que constroem um mundo melhor. Tudo em sentido figurado, claro, sempre soube que os grandes homens na verdade são os responsáveis pais de família. Contudo, não acredito mais na possibilidade de melhorar nada ao meu redor, nem de modificar meu destino tão enormemente que me satisfaça. Não creio, na fundo, em mim mesmo. Estou cansado de perder, de diminuir minhas aspirações para caber nas réstias que me sobram. Minhas convicções se perverteram, não são mais aquelas da juventude, composta por ideais altaneiros e honoráveis, nem sou mais aquele sujeito gentil e agradável. Quero distância das pessoas. Acho que é uma reação a percepção que terão de mim após conhecer os meus fracassos. É claro que o defeito não está nelas, está em mim. Eu é que não soube me adaptar, lutar pelos desejos que me completariam.
Daí, para quê tanto chororô, se no final tudo acaba em cinzas? bem, o final é incerto e, até onde sabemos, distante. Como o caminho é mais importante que a chegada, o dia-a-dia é o que faz a vida, não a impressão que se faz dela.
se tudo termina, se há um ciclo para toda vida, se a renovação é a única certeza, então não me furto em aceitar tal solução: o fim.
é satisfatório lutar o bom combate, mas esmurrar facas não tem lógica. de que vale tentar sem esperança de alcançar? não sou um colibri que faz a "sua parte" no incêndio da floresta. se pretendo ser algo impossível para mim, não me contento em ser este que me torna impensável.
o consolo é que o fim é igual para todos, mesmo que uns ainda esperem algo da vida. eu nada mais quero, então para quê esperar?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nothing to do except hold on to nothing

O que será sentido
o que será estar certo ou errado
credencia ao tempo e certo de estar seguindo
porém no fim se permanece parado

A se perguntar, a se questionar

Fazer a diferença, ser quem você nunca foi
Omitir pra satisfazer, sem nada alcançar
aonde não mais se difere o certo e o errado
aonde não faz mais diferença o agora, o amanhã ou o passado.

Preso no nada, em um mundo de tentativas futeis
onde não se pode mais ter certeza das coisas uteis
estender, progredir, caminhar, esforçar, o tempo se passa
a mesmice toma o sentido, e tudo permanece preso no nada.

Mais do mesmo

Vauvulas de escape, bem recorridas, bem utilizadas.
soluções temporarias, muitas vezes só de pensar agora me retrai novamente (enchamos a cara e tudo passa) antes fosse. o que realmente chateia é saber que nem muito de uma solução temporária irá te tirar desse circulo. sempre é a MESMA coisa.

Anda, anda, anda, anda, anda, REPARE! Parabéns aqui estamos, no mesmo lugar

Suba, suba, suba, suba ,suba, Logo mais DESPENCOU! Parabens, aqui de novo estamos no mesmo lugar.

Trabalha, faça-se o seu, pense em planos pra fugir do que te assombra, volte pra casa animado com o vinculo de informação que faz você acreditar que a diferença existe. descanse, com o decorrer do resto do tempo que le resta vira o suficiente pra lhe estampar que você sordidamente está DE NOVO NO MESMO LUGAR.

Mais tudo bem, durma amanhã vai ser um novo dia! um dia igual a TODOS!

Conquista material resolverá seu problema de ego e ainda por cima temporariamente ou ilusoriamente, ou simplesmente não o afeta.
Nada conquistado materialmente muda isso, e sinceramente não sei porque julgo o material, ou quem faz dele a saída. resumindo, eu não sei o que mudaria, e sendo realista. não existe o que mudaria

Circulo.

Prazer essa é a vida. pra você que acredita que existe inferno, acorde. ESSE É O INFERNO.

Se não for, não quero saber o que está por vir.