Faço este post para comunicar a todos que eu fui vítima de um assalto com direito a revólver na cara e xingamentos de uma besta que mal deve saber escrever o próprio nome.
Prefere usar a mão para segurar uma arma e não uma caneta
Prefere usar a mão para matar e não ajudar quem precisa
Prefere fazer da própria estupidez o fermento para mais violência
Prefere disseminar o medo a disseminar a esperança.
Achei, sinceramente que iria dar meu último suspiro naquele momento. Senti menos que medo e mais que desespero num instante vazio de qualquer reação. Estive sob a mira de uma arma a poucos centímetros de meu rosto e senti a incômoda sensação da impotência, da insegurança, da fragilidade da vida. Senti saudade dos meus amigos, medo de perdê-los e uma enorme agonia de pensar no que eles sentiriam ao saber que o companheiro fora morto por alguém que não sabe o que é viver.
Ao ouvir aquele elemento com um olhar ensandecido que, óbvio, não lhe pertence, gritando "COMANDO VERMELHO! PASSA A CARTEIRA, DÁ O CELULAR! VOU ATIRAR!" fui tomado por uma sensação que não conhecia: a sensação de não ser nada.
Fala-se para todos da importância de se praticar um esporte, de tocar um instrumento musical, de se fazer amigos, de ajudar, de jogar o lixo no lugar certo etc. e todo esse ensinamento ficou menor diante do fato de que tudo isso pode ser desintegrado na desesperança de um ato covarde, torpe, ignorante que tem como causa principal a grande banalidade em que se transformou a nossa vida.
Governantes não governam, polícia não policia, escola não ensina, leis não se aplicam... tudo isso sujacente à ditadura dos discursos vazios, da desídia e da pusilanimidade que faz com que o bom seja fortuito, que o bem seja provisório e que o mal faça de nosso caminho uma constante gincana, uma roleta russa...
Os jornais noticiam a bala perdida com um lamentável tom de tragédia. Como se disséssemos "QUE AZAR", ou como se disséssemos "também, quem mandou estar naquele lugar naquela hora?".
O STF estimula a impunidade, o governo dá bolsas para que o povo não trabalhe, o Itamaraty acolhe um criminoso e assassino estrangeiro e lhe dá as garantias que não merece. Dá a ele as garantias que deveriam ser dadas a quem paga seus impostos e reclama por atenção e dignidade.
Um 'fernandinhobeiramar' (assim mesmo, sem maiúsculas, como um substantivo comum) tem direitos e mobiliza uma parcela significativa do efetivo policial/jurídico do país pois tem "direito" de assistir aos depoimentos que serão prestados a seu respeito ao mesmo tempo em que um trabalhador é condenado a férias coletivas ou é levado a assinar um "acordo" que reduz seus proventos em até a metade (ou mais).
Aos bandidos toda a tolerância do politicamente correto... coitados! São vítimas de um mundo perverso (que ridículo!).
Nós só temos a obrigação da labuta. Somos a elite! Fruto proibido de toda esquerda caótica terceiro-mundista. Somos privilegiados... direitos para quê? Temos tudo. Trabalho, carro, família, poupança, plano de saúde, conta em banco... nós nos viramos. Os pobres coitados não... são os excluídos.
Para eles - bandidos, assassinos, terroristas, componentes dos famigerados MS (movimento dos Sem) terra, teto, comida, família etc., toda a piedade e a leniência negligente de quem (des)governa.
Chega! Sou contra as cotas! Sou contra o indulto de Natal! Sou contra as mordomias! Sou contra comprar novos colchões para os presos que os incendeiam! Sou contra a piedade para quem não a possui! Sou contra quem não luta pela ordem, mas apela a ela para não ser punido! Sou contra tolerar o intolerável!
Quero festejar a vida e não viver com o temor de perdê-la. Quero festejar o nascimento da criança que vem de uma família que pode educá-la. Não quero que nasça alguém sob o sofisma de que a vida é sagrada. A vida é sagrada para quem sabe valorizá-la.
Somos sobreviventes.
Sito muito pelo que aconteceu... Você está realmente certo sobre o que escreveu mas as pessoas tomam atitudes bobas mesmo muitos em certos momentos estragam a vida por não terem opções melhores ou não encontrarem a solução certa. Que bom que tenha ficado bem.
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